Bem, como sabemos o Brasil irá para o segundo turno dia 31 de outubro, e as nossas opções são bem mais escassas, temos José Serra do PMBD e Dilma Roussef do PT, mas em quem votar? Vou lhes contarum pouco sobrea candidata do PT, e VOCÊ tire suas conclusões.Dilma Vana Rousseff (Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1947) é uma economista e política brasileira,filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ministra-chefe da Casa Civil durante o Governo Lula, e éatualmente candidata à Presidência da República, nas eleições de 2010.

    Nascida em família de classe média alta e educada de modo tradicional, interessou-se pelos ideaissocialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância, passoupara a luta armada contra o regime militar, integrando organizações como o Comando de LibertaçãoNacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares). Passou quase trêsanos presa entre 1970 e1972, primeiramente na Opan (onde passou por sessões de tortura) e depoisno DOPS.De 1952 a 1954, cursou a pré-escola no colégio Isabela Hendrix e a partir de 1955 iniciou o ensinofundamental no Colégio Nossa Senhora de Sion, em Belo Horizonte. Em 1964, prestou concurso eingressou no Colégio Estadual Central (atual Escola Estadual Governador Milton Campos), ingressandona primeira série do curso clássico (ensino médio). Nessa escola pública o movimento estudantil eraativo, especialmente por conta do recente golpe militar. De acordo com ela, foi nesta escola queficou “bem subversiva” e que percebeu que o mundo não era para “debutante”, iniciando sua educaçãopolítica. Ainda em 1964, ingressou na Política Operária – POLOP, uma organização fundada em 1961,oriunda do Partido Socialista Brasileiro, onde militou ao lado de José Aníbal. Seus militantes logo viram-se divididos em relação ao método a ser utilizado para a implantação do socialismo: enquanto algunsdefendiam a luta pela convocação de uma assembleia constituinte, outros preferiam a luta armada. Dilmaficou com o segundo grupo, que deu origem ao Comando de Libertação Nacional (COLINA). Para ApoloHeringer, que foi dirigente do COLINA em 1968 e havia sido professor de Dilma na escola secundária, ajovem escolheu a luta armada depois que leu Revolução na Revolução, de Régis Debray, um francês quehavia se mudado para Cuba e ficado amigo de Fidel Castro. Segundo Heringer, “O livro incendiou todomundo, inclusive a Dilma.”Foi nessa época que conheceu Cláudio Galeno Linhares, cinco anos mais velho, que também defendia aluta armada. Galeno ingressara na POLOP em 1962, havia servido no Exército, participara da sublevaçãodos marinheiros por ocasião do golpe militar e fora preso na Ilha das Cobras. Casaram-se em 1967,apenas no civil, depois de um ano de namoro.Atuação no COLINASegundo companheiros de militância, Dilma teria desenvoltura e grande capacidade de liderança,conseguindo impor-se perante homens acostumados a mandar. Não teria participado diretamente dasações armadas, pois era conhecida por sua atuação pública, tendo contatos com sindicatos, dandoaulas de marxismo e responsabilizando-se pelo jornal O Piquete. Apesar disso, aprendeu a lidar comarmamentos e a enfrentar a polícia.No início de 1969, o COLINA em Minas Gerais resumia-se a algumas dezenas de militantes, com poucodinheiro e poucas armas. Suas ações haviam se resumido a quatro assaltos a bancos, alguns carrosroubados e dois atentados a bomba, que não deixaram vítimas. Em 14 de janeiro, contudo, com a prisãode alguns militantes após um assalto a banco, outros reuniram-se para discutir como libertá-los. Aoamanhecer, foram surpreendidos com a ação da polícia na casa onde estavam e reagiram, usando umametralhadora do grupo para matar dois policiais e ferir um terceiro.Dilma e Galeno passaram a dormir cada noite em um local diferente, uma vez que o apartamento emque moravam era frequentado por um dos líderes da organização que fora preso. Tiveram que voltar aoapartamento escondidos para destruir documentos da organização. Ficaram ainda algumas semanasem Belo Horizonte, tentando reorganizar o que sobrara do grupo. Cientes que as casas de seus paiseram vigiadas (a família não conhecia o grau de envolvimento de Dilma com essas atividades), Galenoainda teve que passar por uma mudança física, quando um retrato falado seu foi divulgado como sendoum dos participantes do assalto ao banco (o que ele nega). Em março, o apartamento foi invadido,mas nenhum documento interno da organização foi encontrado. Perseguidos na cidade, a organizaçãoordenou que fossem para o Rio de Janeiro. Dilma tinha 21 anos e concluíra o segundo ano de Economia.“Há uma perda intrínseca para o país quando essaexperiência de uma juventude que se jogou na lutademocrática, se jogou no combate para construir umpaís melhor (…) [é] perdida por morte.”— Dilma Rousseff, em 2008, durantehomenagem a onze ex-alunos daUFMG mortos em decorrência docombate ao regime militar.Era grande a quantidade de mineiros da organização no Rio (inclusive Fernando Pimentel, que tinha 18anos quando a perseguição foi iniciada e recusou-se a seguir as ordens de seu pai de se entregar aoExército, entrando na clandestinidade), não havendo infraestrutura para abrigar a todos. Dilma e Galenoficaram um período na casa de uma tia de Dilma, que imaginava que o casal estava de férias. Maistarde, ficaram num pequeno hotel e então num apartamento, até Galeno ser enviado pela organizaçãoa Porto Alegre. Dilma permaneceu no Rio, onde ajudava a organização, participando de reuniõese transportando armas e dinheiro. Nessas reuniões, conheceu o advogado gaúcho Carlos FranklinPaixão de Araújo, então com 31 anos, por quem se apaixonou e com quem viria a viver por cerca de 30anos. Araújo era chefe da dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB, também conhecido comoo “Partidão”), e abrigara Galeno em Porto Alegre. A separação de Galeno foi pacífica. Como afirmouGaleno, “naquela situação difícil, nós não tínhamos nenhuma perspectiva de formar um casal normal.”Araújo era filho de um renomado advogado trabalhista e havia começado cedo na militância, no PCB.Havia viajado pela América Latina(inclusive conhecendo Fidel Castro e Che Guevara) e já havia sidopreso por alguns meses em 1964. Com a edição do AI-5, em 1968, ingressou na luta armada. No iníciode 1969, passou a tratar da fusão de seu grupo com o COLINA e a Vanguarda Popular Revolucionária -VPR, liderada por Carlos Lamarca. Dilma participou de algumas reuniões sobre essa fusão, que acabouformalizada em duas conferências em Mongaguá, dando origem a Vanguarda Armada RevolucionáriaPalmares (VAR Palmares). Dilma e Araújo estiveram presentes, assim como Lamarca, que teria ficadocom a impressão de que Dilma era “metida a intelectual”. Ela teria defendido um trabalho político pelasbases, criticando a visão militarista que era a característica da VPR.Meus irmão, se isso não bastou para você???
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